Mochilas escolares… Qual escolher?

Tempo de regresso às… dores de costas!? Regresso às aulas é sinónimo de… compras!
As mochilas, o estojo a condizer, os lápis, as canetas, os marcadores, a gabardine e o guarda-chuva. O problema surge quando olhamos para as prateleiras infindáveis de todo o tipo de materiais e, entre preços, estilos e cores paramos e pensamos “O que vou escolher?”.

Fácil! Rapidamente as crianças fazem a escolha por si. Mas, este ano, vamos filtrar! Hoje, facilmente compramos mochilas escolares, de várias cores e de vários tamanhos, com os desenhos animados ou heróis do momento, das mais clássicas às da moda.

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A questão está em qual o tipo de mochila pela qual deverá optar para garantir a postura mais adequada para os seus filhos.

Está provado que o problema não são as mochilas mas sim o peso que elas carregam. Mas também está “provado” que contra isso nada podemos fazer. São os livros, os cadernos de exercícios, os blocos e os bloquinhos…e mais… ainda existem os legos, os brinquedos, as bonecas e outras tantas coisas que toda a criança gosta de levar de casa.
Existem Escolas e Colégios mais sensíveis às questões posturais e de saúde das crianças, que definem quais os dias para determinados livros e materiais, existindo algumas em que os livros ficam mesmo na Escola. Mas também sabemos que esta não é uma realidade geral. Se o seu caso é um destes, então vou tentar ajudar e esclarecê-lo o melhor que eu conseguir.
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As mochilas e a postura

É importante contextualizar que do ponto de vista fisiológico e músculo-esquelético as crianças só atingem a sua maturidade por volta dos 16 anos. Até lá bastantes estruturas como a articular e músculo-tendinosa ainda se estão a desenvolver e a modificar. Fácil é perceber que comportamento gera comportamento e que a adaptação a determinadas posturas, forçadas por exemplo pelo efeito do peso nas costas, são facilmente adquiridas. Observe o pescoço do seu filho quando pega no telemóvel ou no tablet e depois transfira a mesma posição quando ele coloca uma mochila às costas. Está tudo interligado.

Não podemos assim definir que as más posturas advêm apenas do peso das mochilas, mas sim de todo um conjunto de factores que conectados influenciam a estrutura musculo-esquelética dos seus filhos. Mas então… e as mochilas?

Criança com postura errada
Criança com postura correta

Vamos começar pelo tema fundamental deste artigo. Definindo os tipos mais comuns de mochilas no mercado encontramos :

É importante contextualizar que do ponto de vista fisiológico e musculo-esquelético as crianças só atingem a sua maturidade por volta dos 16 anos. Até lá bastantes estruturas como a articular e musculo-tendinosa ainda se estão a desenvolver e a modificar. Fácil é perceber que comportamento gera comportamento e que a adaptação a determinadas posturas, forçadas por exemplo pelo efeito do peso nas costas, são facilmente adquiridas. Observe o pescoço do seu filho quando pega no telemóvel ou no tablet e depois transfira a mesma posição quando ele coloca uma mochila às costas. Está tudo interligado.
Criança com postura errada

Não podemos assim definir que as más posturas advém apenas do peso das mochilas, mas sim de todo um conjunto de factores que conectados influenciam na estrutura musculo-esquelética dos seus filhos. Mas então… e as mochilas?

Criança com postura correta

Vamos começar pelo tema fundamental deste artigo. Definindo os tipos mais comuns de mochilas no mercado encontramos :

Tiracolo

mochila-tiracolo

São bonitas e até práticas para crianças mais pequeninas mas definitivamente as de tiracolo são as menos aconselhadas por mim, uma vez que tendencialmente a criança vai utilizar constantemente do lado que lhe dá mais jeito, favorecendo assim posturas desequilibradas por compensação, ou seja, um ombro mais subido do que o outro, para equilibrar a carga.

Trolley

mochila-trolleyAparentemente as que são só trolley parecem uma excelente opção: a carga está no chão e distribuída por duas rodas, normalmente a pega do trolley é ajustável à altura da criança não criando desta forma sobrecarga nas costas, anca, joelhos e pés. Mas existe um aspeto pouco funcional nestas mochilas… as escadas são um grande inimigo! Como Professora, não permito que as crianças batam com as mochilas nas escadas enquanto descem, por dois motivos: o barulho desagradável que cria nos corredores e porque os trolleys não sobrevivem às primeiras duas semanas de aulas. São neste caso pouco funcionais.

Duas alças com trolley

Mochila trolley alçasAs convencionais de duas alças e com trolley são uma boa opção, no entanto o trolley às costas apresenta sempre algum peso. Se optar por uma destas, escolha a que tem o peso inferior. Assim será possível subir e descer as escadas e andar com ela às costas em piso irregular, utilizando o trolley em terreno plano como é o caso da maioria dos recreios.

Convencional de duas alças com suporte

Mochila alças convencionalSinceramente eu sou apologista das mais convencionais, sem trolley. Aqui o peso é efetivamente o que vai dentro da mochila e apenas terá que se preocupar em ajustar as alças de forma a que a criança não sinta que “cai para a frente”, ou seja o topo da mochila alinhado ao nível dos ombros. Lembre-se sempre, o importante é a distribuição do peso para que a criança se sinta equilibrada: o material maior encostado às costas e o mais pequeno na frente.Existem umas versões interessantes, como já deve ter visto em mochilas de campismo (preparadas para muito peso) que apresentam uma ou duas fivelas, uma no peito e outra na zona da barriga para que a carga esteja ainda melhor distribuída. Existem ainda modelos com as alças mais almofadadas de forma a garantir conforto nos ombros. Estes modelos são bastante interessantes do ponto de vista de distribuição de peso e já existem mochilas atrativas com este tipo de mecanismo.

 

Dica para distribuir o peso na mochila:
Como organizar a mochila

Tiracolo


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São bonitas e até práticas para crianças mais pequeninas mas definitivamente as de tiracolo são as menos aconselhadas por mim, uma vez que tendencialmente a criança vai utilizar constantemente do lado que lhe dá mais jeito, favorecendo assim posturas desequilibradas por compensação, ou seja, um ombro mais subido do que o outro, para equilibrar a carga.

Trolley


mochila-trolley

Aparentemente as que são só trolley parecem uma excelente opção: a carga está no chão e distribuída por duas rodas, normalmente a pega do trolley é ajustável à altura da criança não criando desta forma sobrecarga nas costas, anca, joelhos e pés. Mas existe um aspeto pouco funcional nestas mochilas… as escadas são um grande inimigo! Como Professora, não permito que as crianças batam com as mochilas nas escadas enquanto descem, por dois motivos: o barulho desagradável que cria nos corredores e porque os trolleys não sobrevivem às primeiras duas semanas de aulas. São neste caso pouco funcionais.

Duas alças com trolley


mochila-trolley

As convencionais de duas alças e com trolley são uma boa opção, no entanto o trolley às costas apresenta sempre algum peso. Se optar por uma destas, escolha a que tem o peso inferior. Assim será possível subir e descer as escadas e andar com ela às costas em piso irregular, utilizando o trolley em terreno plano como é o caso da maioria dos recreios.

Convencional de duas alças com suporte


Mochila alças convencional
Sinceramente eu sou apologista das mais convencionais, sem trolley. Aqui o peso é efetivamente o que vai dentro da mochila e apenas terá que se preocupar em ajustar as alças de forma a que a criança não sinta que “cai para a frente”, ou seja o topo da mochila alinhado ao nível dos ombros. Lembre-se sempre, o importante é a distribuição do peso para que a criança se sinta equilibrada: o material maior encostado às costas e o mais pequeno na frente.Existem umas versões interessantes, como já deve ter visto em mochilas de campismo (preparadas para muito peso) que apresentam uma ou duas fivelas, uma no peito e outra na zona da barriga para que a carga esteja ainda melhor distribuída. Existem ainda modelos com as alças mais almofadadas de forma a garantir conforto nos ombros. Estes modelos são bastante interessantes do ponto de vista de distribuição de peso e já existem mochilas atrativas com este tipo de mecanismo.

 

Dica para distribuir o peso na mochila:
Como organizar a mochila

Veja a nossa colaboração com o Melhor Pai do Mundo onde falamos e damos dicas sobre este assunto.

Elsa Morais

Apesar de saber que não é apenas da sua responsabilidade, recordo que cada criança deverá levar na mochila entre 10-15% do seu peso e que como à partida será uma única escolha ao ano, que a faça em consciência garantindo o melhor conforto e adaptação do seu filho.

Bom regresso às aulas,

Elsa Morais

Elsa Morais é Professora de Educação Física nas Escolas Básicas de São João na Foz e de S. Miguel de Nevogilde, Personal Trainer e Gerente do Inspire Studio e também uma pré-mamã que se preocupa com o futuro do seu filho.